terça-feira, 18 de maio de 2010

Vai pra rua!

No meio do jantar naquele shopping de gente esquisita, ele comentou que ando lendo demais. Concordei que mais de 30 livros em menos de 5 meses é muito uma forma de fugir da realidade. Nos calamos e ficamos preocupados por 1 ou 2 minutos. Aí, eu disse que podia ser pior, podia fumar crack, por exemplo. A gente riu e desconsiderou os livros demais como problema. Já não é a primeira vez que me acontece. Certa vez, minha mãe disse que eu devia parar de ler e ir pra rua. Acho que tinha uns nove, dez anos. E não tava lendo, mas desenhando. Embora, isso não faça diferença. O importante era sair de casa, da casca, de dentro. Achei curioso isso. Por que ela achava que fora era um lugar melhor? Até hoje, não entendi e talvez esse seja meu maior problema. Talvez, não.

7 comentários:

Noe* disse...

Eu também sempre fui assim, apesar que por agora fico um pouco pelo mundo dos blogs...
Não acho que seja ruim. Quem lê conhece outros mundos!


=*

e. s. disse...

acho que o negócio é sair de casa mesmo. assim que eu terminar o do Bulgákov, o do "Bustos Domecq", o do Bioy Casares, o do Manoel de Barros, o do Amyr Klink, o do Murakami, o do Javier Cercas e o da Chimamanda Ngozi Adichie, vou botar o pé na rua! =)

Emídia disse...

Buscar o equilíbrio é sempre a melhor pedida. Ora lê, ora sai. Um complementa o outro. 50%-50% você nunca vai conseguir, mas é uma boa meta pra evitar os excessos.

Janaina disse...

Briza, também sou viciada em livros. Tenho aqui mais de 300 que ainda não li, fora os outros...
Ai, ai... mas é um vício bom...

kal's disse...

Eu concordo com Emídia.

Ler é sempre bom, sair também, agente fica neste meio termo e nos tornamos felizes sem perceber.

[acompanhando seu blog agora]

. Ólorin . disse...

Fico encantado como você consegue descrever o cotidiano de uma maneira tão suave, otimista e bela!

Lu Olhosde Mar disse...

uma vez ja me escondi, mas foi na música. durou pouco - o que eu tinha a esconder, não cabia dentro.