sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Com ele eu aprendi a respirar.

A relaxar, não e não foi por falta de tentativa. Aprendi a gritar no travesseiro pra espantar a angústia. E que se a garganta doer, gengibre melhora. Aprendi que o sapato da rua não passeia pela casa, mas os erês sim e tiram as coisas do lugar pra brincar com a gente. Aprendi a baixar o volume da televisão, falta aprender a apagar as luzes e a fechar as portas dos armários. Aprendi que tudo bem em ser exatamente quem eu sou. Aprendi que mesmo aceitando quem eu sou, ele tem o direito de ficar triste, abusado e zangado. E a recíproca é sempre verdadeira. Aprendi a me aprender. E a desaprender também. Aprendi a prestar mais atenção em mim e nos outros. Mas, principalmente, em mim. Aprendi que canto afinadinho. Aprendi que não sou sem jeito, nem desastrada e que sim, sei fazer um monte de coisas. Aprendi que a gente não sabe é de nada e que tá nesse mundo mesmo é pra aprender. Aprendi que a função da vida é viver e que isso tem uma força imensa. Aprendi que não preciso engolir o choro. Aprendi que chorar demais me dá dor de cabeça. Aprendi que o tempo é diferente pra cada pessoa. Aprendi a ser menos apressada. Um pouquinho, pelo menos. A ser menos ansiosa, ainda demora. Aprendi que apesar de sermos nós, somos eu e ele. Aprendi que sou livre. Aprendi que ele acha bonito me ver voar. Aprendi que não sei lidar direito com isso. Mas, chego lá. Aprendi que por mais que agradeça, nunca vai ser o bastante e aprendi que não precisa tanto “obrigada”, porque tudo é troca e essa troca não termina é nunca.

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