quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Idas e vindas.

Das coisas que mais gosto nessa vida, é virar aquela esquina que dá na Conselheiro Aguiar e sentir o vento no rosto. Quando tem cheiro de mar é ainda melhor. Quase consigo esquecer o cansaço e a chateação do dia. Quase. É que quando chego, ainda estranho, ainda me sinto fora do lugar. E acho que também vou estranhar e me sentir fora do lugar, quando voltar pr’aquela outra casa, que é minha, na terça-feira. Vou e volto e vou de novo depois. Ele se adapta como se nunca tivesse saído do lugar. Ou pelo menos é assim que me parece. Mas, a verdade é que a gente nunca sabe o que vai no coração do Outro. Por mais perto que se esteja. E eu ando distante. Dele. De mim. Do mundo. O engraçado é que quem olha assim, nem imagina.

Um comentário:

Lilian Dalledone disse...

É. A gente nunca sabe o que vai no coração do outro. Mas torce, desesperadamente, pra que seja pelo menos mais do que o que o nosso suporta carregar...
Tomara que seja.
Beijos.