terça-feira, 2 de junho de 2009

É que foi muita coisa.

Na quinta, a gente conseguiu chegar antes das sete e dez no cinema, para assistir “O Casamento de Rachel”. Só que com uma semana de atraso. O filme tinha saído de cartaz, mas esqueceram de avisar aquele site: pernambuco ponto com barra diversão.

Aí, a gente acabou vendo uma comedinha italiana, cujo nome não me recordo agora. Até gostei do filme, naquela linha entretenimento e pipoca.

Chateação foi um casal, que não era um casal, ficar conversando o tem-po-to-do. E não era baixinho não, era uma coisa mesa de bar, com gargalhadas e tudo mais.

Em determinado momento, uma senhorinha reclamou, perguntando pro rapaz, se ele podia falar mais baixo. A resposta foi: “posso não, gata”. Exatamente assim.

Pensei em chamar alguém pra falar com ele, alguém que resolvesse. Mas, acabei deixando pra lá e ficando com muita raiva da minha própria pessoa, por me incomodar e não fazer nada a respeito.

Na sexta, crise familiar alheia. E me comovi e me envolvi e voltei pra casa sentindo dor de cabeça, cansaço e desesperança.

Aí, quando cheguei, soube que tinha um escorpião no apartamento. Vivo e de verdade. Nunca tinha visto um assim de perto nessa vida.

Fiquei com medo de que se proliferasse. Fiquei com medo daquele ser um escorpião-explorador e de que, depois dele, viessem aos milhares. Mas, não. Foi um só e está preso e sobrevivendo no ex-porta-talheres.

Lá pelas dez da noite, começaram a chegar os convidados para o casamento. Sim, teve casamento naquele restaurante vizinho. Decoração com luzes verdes na parte de fora e rosas, na parte de dentro. Tinha um bolo suspenso com andares e música ao vivo. Tudo muito fino.

A noiva chegou de limosine e fez dancinha na hora de tirar fotos. Descobri que gostava dela nesse exato instante. Houve um tempo em que sonhei casar assim.

A festa foi até depois das 3:30. Sei disso, porque a essa hora, o ar-condicionado do oitavo andar despencou, levando junto o do quarto andar. Uma barulheira medonha. Parecia que era dentro de casa. Coração tiquetaqueando superacelerado. Mas. sobrevivi ao susto. Sobrevivemos todos.

É claro que as pessoas desceram. É claro que ficaram na dúvida se era o ar-condicionado só ou o prédio todo. Difícil, foi dormir depois. Mas, o cansaço me derrubou.

Sábado, teve café da manhã na padaria, que a gente tá viciado. Depois, passeio pra conhecer o novo Extrabom. Passeio é modo de dizer, né? Problema é que tava lotado e eles ainda não têm estrutura pro tanto de gente que tava lá.

Resultado: chão molhado, ar-condicionado que não dava vencimento, prateleiras vazias... ainda bem que era pouca coisa pra comprar. Tenho paciência não.

Teve encontro inesperado na volta e conversa enfadonha. Sim, tava com TPM. Sim, me chateei deveras. Mas, o almoço de Seu Carioca me alegrou o coração.

Queria ter saído à tarde, queria ter ido ao cinema, mas fiquei doente dessa mesma virose que todo mundo pegou e aí não teve jeito. Solução vou ficar vendo a preparação pro Burn Reality.

Minha gente, o que foi aquilo? Uma superestrutura jamais vista ali na vizinhança! Um dia inteiro de preparação, seguido de um dia inteiro pra desmontar tudo. E acho que nem foi tanta gente assim, hein? Quer dizer, valeu a pena, pessoal?

Mas, o fato é que quando levantei (sim, mal dormi com as buzinhas e os gritinhos e as luzes e a música) às novimeia, ainda tinha gente saindo. Copos e cigarros na mão. Alguns sapatos/sandálias também. Super elegante a rapaziada.

Um detalhe importante, é que quando ainda estava na fase de preparação, o pessoal da organização deve ter ficado em pânico com a festa que tava rolando ali no mesanino. Forró e pagote no último! E teve briga. Briga com gritos e xingamentos, toda uma movimentação. E eu acompanhando.